Projeto do Moinho de Ilópolis
Museu do Pão - Oficinas de Arte Branca e Educacao Alimentar
“Eu defenderei até a morte o novo por causa do antigo e até a vida o antigo por causa do novo. O antigo que foi novo é tão novo como o mais novo”.
Augusto de Campos
(Verso, reverso, contraverso)
Devemos encarar a cultura como algo que vai da tradição à invenção. Temos de preservar o que de melhor criamos e construímos em nossa vida histórica, sob pena de nos aprisionarmos num presente desfigurador. E temos que apostar no novo, porque ele é ingrediente fundamental de afirmação e de transformação de nossas comunidades e do conjunto da sociedade. Esta dialética permanente entre tradição e invenção, somada à nossa abertura crítica para assimilar e recriar linguagens e informações produzidas em outros cantos do planeta é um traço central da cultura brasileira.
E dentro dessa ótica foi construído o Moinho de Ilópolis pelos imigrantes italianos do Vêneto. É também dentro dessa mesma ótica que queremos restaurar o Moinho e construir o Museu do Pão e as oficinas de Arte Branca e Educacao Alimentar.
A recuperação do moinho, a ser feita em convênio com o IILA, a partir de projeto elaborado pela Universidade de Caxias do Sul e 12ª SR IPHAN, seguirá rigidamente as regras do restauro cientifico, trazendo de volta seus elementos e funções originais e reincorporando-os à vida cotidiana de Ilopólis.
No bloco novo que abrigará a escola e o pequeno museu/galeria, a referência aos elementos do antigo Moinho – sua arquitetura, seus materiais, sua maquinaria, a produção, a transformação – deverá ser sentida sutil e contundentemente. Não fazemos aqui um jogo de palavras. Nem buscamos um mimetismo barato. Afirmamos o respeito ao moinho como documento do passado e como fonte de referência técnico/poética.
O conjunto novo será novo!
Aqui, arquitetura e museografia já nascem juntas, fundindo-se numa só expressão. O conjunto do pequeno museu/escola será a primeira “peça” deste mesmo museu: arquitetura profundamente tocada e contaminada pela presença física e simbólica do Velho Moinho Colognese.
“Se persegues o passado nunca irás capturá-lo. Somente pela manifestação do presente poderá o passado falar”
Sverre Fehn
Soluções técnicas consagradas, materiais da região, referências da cultura imigrante, tudo poderá “alimentar”, dar nova forma ao novo conjunto. Este, ao lado do moinho restaurado (“documento” histórico que voltará a funcionar), deverá explicitar, em sua totalidade, o respeito à história do trabalho e ao patrimônio histórico como fato humano.
Nessa intervenção arquitetônico/museológica, tudo será objeto expositivo: a estrutura dos edifícios, os fechamentos, o controle de luz, os passadiços, os materiais empregados, os nichos para exposição, as peças expostas (ferramentas da culinária, documentos, fotografias coletadas na região). Falaremos do pão na história da humanidade (numa bela linha do tempo) e da história do pão no “vêneto brasileiro” do Vale do Taquari.
Museu do Pão - Oficinas de Arte Branca e Educacao Alimentar
“Eu defenderei até a morte o novo por causa do antigo e até a vida o antigo por causa do novo. O antigo que foi novo é tão novo como o mais novo”.
Augusto de Campos
(Verso, reverso, contraverso)
Devemos encarar a cultura como algo que vai da tradição à invenção. Temos de preservar o que de melhor criamos e construímos em nossa vida histórica, sob pena de nos aprisionarmos num presente desfigurador. E temos que apostar no novo, porque ele é ingrediente fundamental de afirmação e de transformação de nossas comunidades e do conjunto da sociedade. Esta dialética permanente entre tradição e invenção, somada à nossa abertura crítica para assimilar e recriar linguagens e informações produzidas em outros cantos do planeta é um traço central da cultura brasileira.
E dentro dessa ótica foi construído o Moinho de Ilópolis pelos imigrantes italianos do Vêneto. É também dentro dessa mesma ótica que queremos restaurar o Moinho e construir o Museu do Pão e as oficinas de Arte Branca e Educacao Alimentar.
A recuperação do moinho, a ser feita em convênio com o IILA, a partir de projeto elaborado pela Universidade de Caxias do Sul e 12ª SR IPHAN, seguirá rigidamente as regras do restauro cientifico, trazendo de volta seus elementos e funções originais e reincorporando-os à vida cotidiana de Ilopólis.
No bloco novo que abrigará a escola e o pequeno museu/galeria, a referência aos elementos do antigo Moinho – sua arquitetura, seus materiais, sua maquinaria, a produção, a transformação – deverá ser sentida sutil e contundentemente. Não fazemos aqui um jogo de palavras. Nem buscamos um mimetismo barato. Afirmamos o respeito ao moinho como documento do passado e como fonte de referência técnico/poética.
O conjunto novo será novo!
Aqui, arquitetura e museografia já nascem juntas, fundindo-se numa só expressão. O conjunto do pequeno museu/escola será a primeira “peça” deste mesmo museu: arquitetura profundamente tocada e contaminada pela presença física e simbólica do Velho Moinho Colognese.
“Se persegues o passado nunca irás capturá-lo. Somente pela manifestação do presente poderá o passado falar”
Sverre Fehn
Soluções técnicas consagradas, materiais da região, referências da cultura imigrante, tudo poderá “alimentar”, dar nova forma ao novo conjunto. Este, ao lado do moinho restaurado (“documento” histórico que voltará a funcionar), deverá explicitar, em sua totalidade, o respeito à história do trabalho e ao patrimônio histórico como fato humano.
Nessa intervenção arquitetônico/museológica, tudo será objeto expositivo: a estrutura dos edifícios, os fechamentos, o controle de luz, os passadiços, os materiais empregados, os nichos para exposição, as peças expostas (ferramentas da culinária, documentos, fotografias coletadas na região). Falaremos do pão na história da humanidade (numa bela linha do tempo) e da história do pão no “vêneto brasileiro” do Vale do Taquari.
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